quarta-feira, 5 de novembro de 2014

• Perguntas do leitor :

“Da última vez que fiz lasanha, pus as sobras na geladeira, cobertas com papel alumínio. Quando retirei da geladeira para aquecer, notei que havia buraquinhos no papel laminado onde o alumínio tocou a lasanha. Trata-se de alguma reação química? Se é assim, o que estará a lasanha fazendo com os nossos estômagos ?”
Como você temia, a lasanha está efetivamente provocando buracos no metal, O alumínio é o que os química chamam de um METAL ATIVO, facilmente atacado por ácidos, como o cítrico e outros ácidos orgânicos presentes no tomate. Na verdade, você não deveria cozinhar molho de tomate ou outros alimentos ácidos em panelas de alumínio , porque eles conseguem dissolver uma quantidade suficiente do metal para fazer com que o gosto fique metálico. O forro do estômago, por outro lado, contém um ácido muito mais forte (ácido clorídrico) do que os ácidos encontrados em qualquer alimento e é imune até a café de escritório.
Mas no seu caso, havia mais alguma coisa em andamento, além de simples dissolução de um metal por um ácido. Acontece que o molho de tomate consegue corroer a cobertura de papel laminado de um recipiente de sobras apenas se o recipiente for de metal, e não de vidro ou plástico. Então, até mesmo sem perguntar, eu sei que as sobras da sua lasanha deveriam estar numa forma ou tigela de aço inoxidável, certo ? Elementar, cara Sr.
Quando o metal alumínio esta simultaneamente em contato com um metal diferente e um condutor elétrico, como o molho de tomate(molho de tomate conduz eletricidade, você sabia?), a combinação dos três materiais vai construir uma verdadeira bateria elétrica. Um processo elétrico e não um processo químico, é o que corrói o papel laminado. Mas um átomo de alumínio que tenha perdido elétrons não será mais um átomo de alumínio metálico; será um átomo de algum composto de alumínio capaz de dissolver-se no molho.
Há algumas morais práticas nessa história:
- Em primeiro lugar, as sobras do molho podem ser guardadas em qualquer recipiente e cobertas com o que você quiser. Mas se estiverem numa tigela metálica coberta com papel alumínio, certifique-se apenas de que não entrem em contato com o molho.

-  Em segundo lugar, não hesite em usar aquelas formas para lasanha de alumínio vendidas nos supermercados. Elas são baratas, podem ser jogadas fora e funcionam muito bem. Mesmo se você cobri-las com papel laminado, vai ser apenas alumínio contra alumínio; como não são metais diferentes, não haverá corrosão eletrolítica.

• Porque pilhas e baterias não podem ser descartadas no lixo comum?

O recolhimento e encaminhamento adequado das pilhas são de responsabilidade dos fabricantes ou das empresas distribuidoras. Portanto, os materiais usados devem ser entregues aos estabelecimentos que comercializam ou às assistências técnicas autorizadas, para que eles repassem os resíduos aos fabricantes ou importadores. As pilhas e baterias podem ser recicladas, reutilizadas, ou podem passar por algum tipo de tratamento que possibilite um descarte ambientalmente correto.
Ao comprar o produto, é muito importante observar na embalagem se ele pode ser descartado em lixo comum. Cerca de um terço das pilhas vendidas no Brasil são alcalinas, não contêm metais pesados em sua composição e podem ser descartadas neste tipo de lixo.
Já os outros tipos de pilhas, incluindo as recarregáveis, possuem cádmio, chumbo e mercúrio. Estas substâncias não são biodegradáveis e não podem entrar em contato com a água ou com o solo em hipótese alguma. Quando reencaminhadas ao fabricante, elas são destinadas à reciclagem ou a aterros sanitários especialmente preparados para receber este tipo de material.
O reprocessamento de pilhas e baterias proporciona a obtenção de sais e óxidos metálicos que serão utilizados nas indústrias de colorifício, cerâmicas, refratárias e químicas.
Outro cuidado que deve ser tomado é em relação às pilhas piratas. Além de terem procedência duvidosa, elas podem conter materiais tóxicos não adequados à legislação vigente. Nesses casos, os possíveis danos ao meio ambiente e à saúde são ainda mais comuns.
Postos de coletas que recebem este tipo de material:
COMEÇO PÁGINA 8
http://www.e-lixo.org (São Paulo)
Pilhas e Baterias: Drogaria São Paulo
Baterias de celulares: Lojas Vivo, Claro, Tim e Oi; Rede de assistência técnica autorizada; Revendedores.

Baterias industriais e automotivas: Rede de assistência técnica autorizada; Revendedores.

• Como limpar objetos de prata com bicarbonato de sódio ?


A prata de lei reage com a umidade para criar uma mancha ou uma camada de oxidação em sua superfície. O bicarbonato de sódio, ativado pela água fervente em presença de alumínio, retira a mancha fazendo com que ela se ligue ao alumínio, deixando a prata de lei limpa e brilhante novamente. Essa é a maneira orgânica simples de limpar e polir suas jóias de prata de lei. A reação química que corresponde é :

3Ag2S(s) + 2Al(s) -> 6Ag(s) + 2Al3+(aq) + 3S2-(aq)

• Choques? Como assim ?

Porque levamos um choque ao encostarmos um objeto metálico nas obturações dentárias da amálgama?
Quem tem amálgama nos dentes provavelmente já deve ter experimentado uma sensação nada agradável quando algum papel-alumínio encosta nessa liga (como ocorre, por exemplo, quando se morde sem querer a embalagem de um bombom). Essa dor aguda pode ser explicada pela eletroquímica, que tem como um de seus objetos de estudo a produção de corrente elétrica por meio de reações de oxirredução (pilhas).
Essa dor é provocada pelo estabelecimento de uma espécie de pilha em nossa boca que conduz corrente elétrica pelas terminações nervosas dos dentes.
Uma pilha é formada basicamente por dois eletrodos, o ânodo (polo negativo), que se oxida e perde elétrons, e o cátodo (polo positivo), que se reduz, recebendo os elétrons transferidos pelo ânodo. Além dos eletrodos, é necessária também uma ponte salina.
Quando temos um metal em cada eletrodo, o metal que possuir maior potencial padrão de redução (E0) será o cátodo, pois é o melhor oxidante.  Quando analisamos o alumínio em comparação com todos os metais que compõem o amálgama, vemos que em todos os casos ele é o metal que tem menor potencial padrão de redução (E° = - 1,66 V), por isso ele sempre será o que vai oxidar e atuar como agente redutor, isto é, ele perderá elétrons e atuará como um ânodo.
Assim, quando o alumínio entra em contato com os metais do amálgama, o alumínio se torna o ânodo que transfere elétrons para os íons dos metais do amálgama (Ag+, Sn+, Hg+, Cu2 ou Zn2), que se torna o cátodo.
A saliva funciona como ponte salina conduzindo os íons do alumínio para a obturação e, daí, às terminações nervosas. 

• Como funcionam as baterias recarregáveis? Esperar que descarreguem completamente, antes de recarregá-las, aumenta sua vida útil ?

A pilha recarregável possui uma composição que permite o recebimento de carga pela energia elétrica.

A recarga: No processo de recarga, a corrente elétrica passa pelo carregador e a composição química inserida na pilha faz com que essa energia seja recebida e armazenada. Então, basta colocar o carregador na tomada juntamente com as pilhas e aguardar sinal de aviso de carga completa. Cuidado com o dedo na tomada para não levar choque!

Atualmente as pilhas recarregáveis mais comuns no mercado são: 

• NIMH: Níquel – Metal Hydride ou Níquel Metal Hidreto
• Lilon: Lithium íon ou Lítio íon

Essas composições são mais vantajosas, pois suportam muitas recargas e possuem maior tempo de vida comparada com outras recarregáveis ou descartáveis. Além disso, são menos poluentes, porque não possuem metais pesados, como o cádmio.

 Curiosidades :

- A capacidade de energia das pilhas é medida em miliampéres – mAh. Com esta medida é possível medir a duração da pilha, observando o consumo do aparelho.

- As pilhas recarregáveis possuem vida útil média de 1000 recargas


- A duração de sua carga varia de acordo com o consumo do equipamento

• Porque não devemos utilizar latas de alimentos amassadas?

Nós daríamos dois motivos: 
- Os metais que sofreram choques têm maior possibilidade de se oxidarem do que os que não sofreram, assim, existe maior possibilidade do metal da lata reagir com o conteúdo da lata e estragar o alimento; 
- Se a lata possuir alguma proteção interior, esta pode ter sido danificada com o choque. Por exemplo: as latas de alumínio (refri, cerveja, etc) possuem uma resina que as impede de entrar em contato com a bebida em seu interior. 

• Pilhas comuns e alcalinas, quais são as diferenças?

A pilha comum é formada de zinco (pólo negativo) e carbono (pólo positivo), em        contato interno entre si por meio de uma mistura de dióxido de manganês, carbono, cloreto de zinco e amônio. Quando os pólos positivo e negativo são ligados externamente, ocorre uma reação química em que o zinco libera elétrons que atravessam o circuito externo. "O dióxido de manganês, em contato com o carbono, por sua vez, ·consome· elétrons. Essas transformações químicas produzem uma diferença de potencial elétrico, a voltagem, e conseqüentemente energia elétrica", explica o engenheiro químico Tibor Rabóczkay, da Universidade de São Paulo. A pilha alcalina funciona de modo semelhante, mas se compõe de hidróxido de potássio. Por suas características, essa substância (alcalina, não ácida, e daí o nome da pilha) realiza a transferência de elétrons com mais facilidade. Por isso, armazena uma quantidade maior de energia e dura mais tempo que a pilha comum. Como o hidróxido de potássio é difícil de ser obtido, custa mais caro, o que se reflete no preço da pilha.